09/02/09

18ª Jornada

Na passada sexta-feira a Cafetaria deslocou-se à Senhora da Hora para se bater com o Luso Académico. O encontro da primeira volta serviu de lição à nossa equipa na abordagem a esta partida, visto que na altura o Luso Académico adoptou uma postura muito defensiva e, bafejado pela sorte (tal o massacre da Cafetaria), conseguiu levar-nos de vencida por 1-0, obtendo o golo numa das escassas oportunidades que teve. Desta feita, a história do jogo foi diferente. A partida começou com a Cafetaria por cima, circulando a bola por todos os sectores e aproximando-se da área adversária com perigo crescente. Como previsto, o Luso Académico procurava jogar no nosso erro, mantendo as suas linhas muito baixas e tentando explorar o contra-ataque. Contudo, a Cafetaria, avisada do cinismo desta estratégia, não se deixou enlear e controlou sempre o opositor. Depois de várias insistências, a nossa equipa acabou por quebrar a resistência adversária, já perto do intervalo, mediante um lapso de um defensor contrário que na sequência de um cruzamento-remate desviou a bola para a própria baliza, fazendo um auto-golo e colocando-nos à frente do marcador. Prémio justo para quem melhor jogava. Até final da primeira parte registo apenas para um remate com algum perigo da banda do Luso Académico, que tentou esboçar uma resposta, mas sem sucesso. Na segunda parte a Cafetaria entrou com disposição de elevar o marcador para não deixar margem de manobra ao adversário. De facto, foi isso que aconteceu: Filipe recebeu a bola, descaído na direita do ataque, e fez um remate cruzado que desfeiteou pela segunda vez o guarda-redes opositor, estreando-se a marcar na presente edição do campeonato. O 2-0 conferiu alguma tranquilidade à equipa que, dessa forma, passou a gerir melhor o jogo. O Luso Académico não mostrava grande capacidade para alterar o rumo dos acontecimentos e Pedro “Preto” tinha pouco trabalho na baliza. Nesse sentido, a Cafetaria dilatou a vantagem para 3-0, por intermédio de Carlitos, que rematou em força à entrada da área, concretizando o seu 10º golo no campeonato e fixando-se como o melhor marcador da equipa. O jogo ficou aqui sentenciado, sendo que até ao seu final o Luso Académico teve apenas duas iniciativas que causaram algum embaraço à nossa equipa, mas que não passaram da ameaça. À 18ª jornada, a Cafetaria retomou o caminho vitorioso e obteve a sua 9ª vitória no campeonato. Refira-se como curiosidade que a nossa equipa tem 7 vitórias alcançadas fora de casa e apenas 2 no seu reduto, o que mostra que a Cafetaria dá-se melhor a jogar fora de portas. Depois desta jornada a Cafetaria posicionou-se no 6º lugar a 3 pontos do 2º e a 6 do 1º. O campeonato entrará agora numa fase absolutamente decisiva, com jogos contra adversários directos na luta pela subida.
Cinco inicial: Pedro “Preto”, Pedro, Filipe (1), Carlitos (1) e Fonseca
Banco: Nelo e Fabinho


02/02/09

G. D. Cafetaria do Ouro na blogosfera

O blog do G. D. Cafetaria do Ouro faz agora parte da secção Clubes de Futsal do blog Futebol e Futsal Distrital, cujo autor, Artur Moreira, é o responsável por publicar em primeira mão os resultados dos campeonatos distritais de futsal, no site da freguesia de Leça da Palmeira. Poderá consultar o seu blog no link http://fut-porto-distrital.blogspot.com/, que foi adicionado ao nosso conjunto de links de interesse, localizado na barra lateral. Poderá igualmente ver a notícia que dá conta da existência do nosso blog à comunidade do futsal distrital aqui: http://fut-porto-distrital.blogspot.com/2009/02/futsal-g-d-cafetaria-ouro.html.

Jornada 17

O jogo da 17ª jornada opôs a Cafetaria ao Pasteleira, no pavilhão da Escola Francisco Torrinha. A partida começou com a Cafetaria a controlar as operações, através de uma boa circulação de bola e de movimentações constantes. O Pasteleira apresentava uma postura defensiva e expectante, patente nos berros constantes do seu treinador que apelava à defesa. O golo da nossa equipa não tardou a surgir, ainda que de forma inusitada: Nelo, o nosso guarda-redes, bombeou a bola para a área contrária e um jogador do Pasteleira tocou-lhe de raspão com a cabeça, traindo o seu guarda-redes e introduzindo a bola na própria baliza. O adversário respondeu bem ao golo e, passados uns instantes, repôs a igualdade mediante um belo remate acrobático, na sequência de uma jogada conduzida pelo centro do terreno que contou com muita passividade da nossa defesa. Na resposta, a Cafetaria carregou insistentemente sobre a baliza do Pasteleira, tendo a pressão chegado a ser avassaladora, mas o opositor teve acerto defensivo e contou com alguma sorte. Neste período a nossa equipa atirou uma bola ao poste e proporcionou boas defesas ao guarda-redes adversário. Contudo, o balanceamento ofensivo da Cafetaria quase lhe provocava um dissabor, pois, em contra-ataque, o Pasteleira dispôs de uma oportunidade flagrante para marcar, bem anulada por Nelo. O jogo apresentava um ritmo elevado, muito competitivo e disputado, quando chegou o intervalo. Depois do descanso a partida manteve as mesmas características: a Cafetaria atacava muito, mas pecava na concretização e o Pasteleira defendia com rigor e partia depois para o contra-ataque. Num destes movimentos, o Pasteleira acabou por se colocar injustamente à frente do marcador, beneficiando de um erro do árbitro que não assinalou falta a uma bola dominada com o braço pelo jogador que fez o golo. A nossa equipa acusou em demasia esse golo e desequilibrou-se emocionalmente: os jogadores exaltaram-se e a confusão instalou-se. Para piorar o cenário o Pasteleira fez o terceiro golo, no minuto seguinte, na conversão de um livre directo. A Cafetaria procurou reduzir, mas sofreu um duro revés, já que Toni foi expulso em virtude de um comportamento anti-desportivo (encostou a cabeça a um jogador adversário). Assim, o Pasteleira aumentou a vantagem para 4-1 numa jogada em que aproveitou a inferioridade numérica da nossa equipa. Quem achou que o jogo acabou aí enganou-se, visto que a Cafetaria, numa prova de carácter, conseguiu marcar mais 2 golos e reduzir para 4-3 no espaço de 2 minutos. O segundo golo foi obtido por Carlitos num remate potente de fora da área, sendo que o terceiro e último foi marcado por Pedro ao responder de cabeça a um cruzamento da faixa lateral. Infelizmente não houve tempo para mais, pois o jogo acabou quase de seguida. O resultado premeia a coesão defensiva e a eficácia do Pasteleira e penaliza a ineficácia e a indisciplina da nossa equipa.
Cinco inicial: Nelo, Toni, Carlitos (1), Filipe e Fonseca
Banco: Pedro (1), Fabinho e Nuno



26/01/09

16ª Jornada

A segunda volta do campeonato iniciou-se contra Os Polenenses, equipa de má memória que infligira à Cafetaria, em sua casa, a derrota mais pesada na presente edição da prova (4-1). A nossa ambição, para além de vencer o jogo e manter intactas as aspirações à subida de divisão, era limpar a má imagem deixada naquele jogo. A partida não teve o começo que esperávamos, pois a equipa adversária adiantou-se muito cedo no marcador. Numa jogada em que ficaram evidentes as deficientes coberturas defensivas da Cafetaria, um adversário rematou em zona central e desfeiteou Nelo, fazendo o 1-0. Os Polenenses apresentavam um futsal rápido e trabalhado, feito de boa circulação de bola, ao que a Cafetaria respondia com transições ofensivas acutilantes. Numa dessas transições Carlitos repôs a igualdade ao rematar de forma colocada, a partir da linha dos 10m. O jogo manteve as mesmas características e até ao intervalo ainda se verificaram mais dois golos. O primeiro obtido pelos Polenenses numa infelicidade da Cafetaria: Nelo, na tentativa de aliviar a bola, chutou-a contra as costas de Fonseca, que ressacou caprichosamente para o interior da baliza. O azar não abateu a nossa equipa que na resposta viu serem premiados os seus esforços, por intermédio de Toni, em novo remate bem conseguido, que equilibrou a balança do jogo. O descanso chegou e revelou-se decisivo para a Cafetaria que surgiu na segunda parte decidida a adiantar-se, pela primeira vez, no marcador. A segunda metade foi muito bem disputada, à semelhança do que acontecera na primeira, mas desta feita renderia apenas um golo. A partida assemelhou-se a um jogo de ténis, pois foi feita de parada e resposta, num ritmo electrizante, digno dos campeonatos nacionais. Houve oportunidades de parte a parte, mas o destino estava traçado e quem alcançou o golo da vitória foi mesmo a Cafetaria. Carlitos, num movimento característico, fez uma incursão pelo corredor e cruzou de forma tensa para Fabinho que atirou a contar para o fundo da baliza à guarda do adversário. O opositor, ao ver-se em desvantagem pela primeira vez, ainda por cima a pouco tempo do final do jogo, recorreu ao 5º jogador e fez uma pressão mais intensa sobre as nossas hostes. Contudo, essa pressão não resultou em nada, já que a Cafetaria soube defender e conservou a vantagem pela diferença mínima até ao final do jogo. A vitória foi alcançada e teve um sabor especial por diversos motivos: representa mais 3 pontos na luta pela subida, numa jornada em que diversos concorrentes perderam pontos; foi muito suada e obtida frente a uma equipa que nos derrotara copiosamente no jogo de estreia do campeonato, sobre a qual alargámos a diferença para 6 pontos; por fim, constitui um marco na campanha da Cafetaria na competição que já não perde há 4 jogos, tendo alcançado 3 vitórias e 1 empate. Esta saga é para continuar na próxima jornada, no jogo frente ao Pasteleira.


19/01/09

Joranada 15

O jogo frente ao Dream Team aconselhava à Cafetaria prudência e seriedade na sua abordagem porque, muito embora aquela equipa fosse a última classificada, a experiência anterior mostrava que o nosso conjunto sentia dificuldades contra equipas teoricamente inferiores, pois perdera com elas a maior parte dos pontos desperdiçados no campeonato. O jogo começou numa toada morna, com maior posse de bola da Cafetaria, mas sem grandes ocasiões de perigo. O adversário nesta altura encontrava-se expectante, à espera do que o jogo ia dar. À Cafetaria faltava objectividade, as jogadas de perigo escasseavam e, por isso, o resultado mantinha-se inalterado. Como a nossa equipa não forçou o ritmo na procura do golo, o adversário ganhou confiança e timidamente começou a acercar-se da baliza à guarda de Nelo. Neste sentido, uma perda de bola defensiva da nossa equipa originou o primeiro golo do encontro: um jogador adversário, depois do erro da nossa defesa, isolou-se e sem dificuldade inaugurou o marcador. A Cafetaria ficou um bocado afectada pelo golo e até ao intervalo não conseguiu marcar, apesar de algumas tentativas mal sucedidas. O apito trouxe os receios de encontros anteriores, de jogos perdidos ou empatados com equipas perfeitamente ao nosso alcance. No entanto, a segunda parte viria a contrariar esta tendência. A recuperação começou com um golo do novo máximo goleador da equipa, Pedro, que à semelhança do que acontecera no jogo anterior fez a recarga a um primeiro remate, restabelecendo a igualdade. Quase de seguida a Cafetaria sofreu novo revés: outra desconcentração defensiva proporcionou à equipa adversária pôr-se novamente em vantagem. A nossa equipa não desanimou e deu a volta ao resultado de forma definitiva. O primeiro passo nesse sentido foi dado por Fonseca após cruzamento de Carlitos, fez o 2-2. O empate não agradava às nossas cores e, por isso, Nelo adiantou-se no terreno à procura de confirmar os seus créditos de guarda-redes goleador. De facto, a jogada típica de recurso da Cafetaria voltou a funcionar: Toni endossou a bola a Nelo que rematou para o fundo das redes do opositor. Estava feito o 3-2. O Dream Team, sem nada a perder, incluiu o 5º jogador de campo na estratégia e forçou a nota na busca do empate. Contudo, foi a Cafetaria que marcou. Depois de um sprint de Carlitos pela linha, este fez a assistência para o meio onde surgiu Fonseca a finalizar, atirando para o fundo da baliza. Representava o seu bis e um ponto final na história do jogo. Apesar dos 4 golos marcados, a partida foi de muito sofrimento e a vitória só foi possível devido a uma resposta humilde e solidária da equipa. Este jogo representava igualmente o final da primeira volta e, embora haja um jogo em atraso entre dois concorrentes directos na luta pelos primeiros lugares (Sache e Biquinha), a Cafetaria encontra-se, ao cabo de 15 jornadas, em 7º lugar, empatada em pontos com o 6º (Cruzeiro Santana) e a apenas 4 pontos do 2º classificado (S. Sebastião).


12/01/09

Jornada 14

O jogo desta semana afigurava-se crucial para as aspirações da Cafetaria no campeonato, na medida em que era disputado com o penúltimo classificado, o BPI, e surgia na sequência de uma brilhante vitória da nossa equipa, na última jornada, no campo do líder Sache. O jogo começou com um ritmo lento, sem grandes oportunidades. As defesas mostravam-se acertadas, ao passo que o ataque produzia pouco. Assim se desenrolou a primeira metade até ao golo da Cafetaria. Este foi da autoria de Pedro que, de forma oportuna, fez a recarga para o interior da baliza, na sequência de um cruzamento-remate. O BPI respondeu ao 1-0 e criou algum perigo, anulado, no entanto, pela defesa da Cafetaria. Até ao final da primeira parte registaram-se apenas alguns remates, de parte a parte, que não fizeram grande mossa. Ao intervalo o jogo estava como o tempo: frio. Nesta altura o resultado era curto para a Cafetaria, visto que se o adversário empatasse, o jogo poderia tornar-se muito complicado. Assim, impunha-se uma reentrada em campo dinâmica e forte, na busca de golos que nos dessem tranquilidade. No início da segunda parte, a equipa ainda iludiu o público, pois trocou a bola com calma e manteve o BPI em sentido, no que parecia ser um sinal de que o jogo seria finalmente dominado pelas nossas cores. Puro engano. Depois de algumas investidas perigosas da Cafetaria, a equipa diminuiu o ritmo e o BPI aproveitou-se disso para criar as primeiras ocasiões claras de golo. O adversário subiu no terreno e começou a surgir em zonas muito complicadas para a Cafetaria, dispondo de várias hipóteses para marcar. Destaque nesta altura para Nelo que com boas defesas adiou o golo do empate. Em sentido contrário, a nossa equipa não conseguia ter posse de bola de qualidade, nem velocidade e improvisação. Desta forma, raramente conseguiu criar desequilíbrios e os lances de ataque acabaram quase sempre por sair pela linha de fundo. À medida que o tempo avançava, intensificava-se a pressão da equipa adversária, que na busca do empate acabou por recorrer ao 5º jogador de campo. Esta estratégia revelou-se acertada, pois, passado pouco tempo, conduziu ao desnorte das nossas marcações defensivas e proporcionou o anunciado golo do empate. Este golo foi muito consentido, já que foi marcado por um jogador adversário que apareceu completamente sozinho na lateral do campo, tendo apenas que chutar para o fundo das redes, face ao nosso guarda-redes. Até final não houve capacidade de nenhuma das equipas desfazer o empate, apesar de ambas recorrerem ao 5º jogador (no nosso caso Nelo subia no terreno e ajudava no ataque). O apito final confirmou o 1-1, um mau resultado para a Cafetaria que consecutivamente deixa fugir oportunidades para se colar aos lugares cimeiros, ainda por cima numa jornada em que grande parte dos seus adversários directos perdeu pontos.


05/01/09

Jornada 13

1º Jogo após paragem do Campeonato
A Cafetaria, que desde a paragem do Campeonato apenas efectuou um treino, sabia que só sendo uma equipa muito coesa e personalizada conseguiria um bom resultado nesta deslocação a Sache.
Início do jogo com algum desnorte defensivo da Cafetaria, mas que rapidamente foi corrigido, começando a defender com segurança e muito concentrada, partindo depois para rápidos contra ataques, conseguindo criar oportunidades de golo que deixavam a Sache completamente atónita, até porque ainda antes do inicio do jogo comentavam que só tínhamos treinado uma vez, que iam dar 6. O golo acabou por surgir com naturalidade depois de uma bela triangulação entre Fonseca, Carlitos e Pedro, com este último a devolver a Fonseca para inaugurar assim o marcador. A Sache continuava a fazer muita circulação de bola mas sempre sem criar real perigo, com a equipa visitante a controlar o jogo, acabando mesmo por dilatar a vantagem por intermédio de Pedro, após uma boa assistência de Carlitos. Após o segundo golo, a cafetaria empolgou-se e começou a conceder mais espaços na sua retaguarda, situação que a Sache foi aproveitando para criar algumas situações, acabando mesmo por conseguir o golo no último minuto do período de compensação, atingindo-se assim o intervalo com a equipa da casa a perder pela margem mínima.
A 2ª parte começou com a Sache a pressionar alto, em busca do prejuízo (afinal de contas jogava em casa e é líder destacado). Os da casa, com uma circulação de bola rápida tudo tentavam para abrir a nossa defesa, mas esta continuava coesa e anulava as investidas do opositor, até que a Cafetaria na marcação de um canto perde a bola e a Sache sai rápido para o contra-ataque igualando assim o marcador. A cafetaria não se deixou abater, continuou a fazer o seu jogo e numa bela jogada individual de Pedro consegue novamente adiantar-se no marcador. Assistia-se a um jogo de parada e resposta, com oportunidades repartidas, realçando os vários contra ataques venenosos da Cafetaria que poderiam ter matado o jogo. Nos últimos dois minutos acabámos o jogo pressionados, muito pelo desgaste que se fazia sentir nos jogadores, mas conservámos a vantagem e conquistámos os 3 pontos. Fizemos um jogo muito seguro, mostrámos muita vontade e união, o que nos faz acreditar que estamos no bom caminho. De realçar, que nos 44 minutos de jogo apenas cometemos 1 falta.
Para terminar, não podíamos deixar de desejar a rápida recuperação ao nosso colega Luís.