19/01/09

Joranada 15

O jogo frente ao Dream Team aconselhava à Cafetaria prudência e seriedade na sua abordagem porque, muito embora aquela equipa fosse a última classificada, a experiência anterior mostrava que o nosso conjunto sentia dificuldades contra equipas teoricamente inferiores, pois perdera com elas a maior parte dos pontos desperdiçados no campeonato. O jogo começou numa toada morna, com maior posse de bola da Cafetaria, mas sem grandes ocasiões de perigo. O adversário nesta altura encontrava-se expectante, à espera do que o jogo ia dar. À Cafetaria faltava objectividade, as jogadas de perigo escasseavam e, por isso, o resultado mantinha-se inalterado. Como a nossa equipa não forçou o ritmo na procura do golo, o adversário ganhou confiança e timidamente começou a acercar-se da baliza à guarda de Nelo. Neste sentido, uma perda de bola defensiva da nossa equipa originou o primeiro golo do encontro: um jogador adversário, depois do erro da nossa defesa, isolou-se e sem dificuldade inaugurou o marcador. A Cafetaria ficou um bocado afectada pelo golo e até ao intervalo não conseguiu marcar, apesar de algumas tentativas mal sucedidas. O apito trouxe os receios de encontros anteriores, de jogos perdidos ou empatados com equipas perfeitamente ao nosso alcance. No entanto, a segunda parte viria a contrariar esta tendência. A recuperação começou com um golo do novo máximo goleador da equipa, Pedro, que à semelhança do que acontecera no jogo anterior fez a recarga a um primeiro remate, restabelecendo a igualdade. Quase de seguida a Cafetaria sofreu novo revés: outra desconcentração defensiva proporcionou à equipa adversária pôr-se novamente em vantagem. A nossa equipa não desanimou e deu a volta ao resultado de forma definitiva. O primeiro passo nesse sentido foi dado por Fonseca após cruzamento de Carlitos, fez o 2-2. O empate não agradava às nossas cores e, por isso, Nelo adiantou-se no terreno à procura de confirmar os seus créditos de guarda-redes goleador. De facto, a jogada típica de recurso da Cafetaria voltou a funcionar: Toni endossou a bola a Nelo que rematou para o fundo das redes do opositor. Estava feito o 3-2. O Dream Team, sem nada a perder, incluiu o 5º jogador de campo na estratégia e forçou a nota na busca do empate. Contudo, foi a Cafetaria que marcou. Depois de um sprint de Carlitos pela linha, este fez a assistência para o meio onde surgiu Fonseca a finalizar, atirando para o fundo da baliza. Representava o seu bis e um ponto final na história do jogo. Apesar dos 4 golos marcados, a partida foi de muito sofrimento e a vitória só foi possível devido a uma resposta humilde e solidária da equipa. Este jogo representava igualmente o final da primeira volta e, embora haja um jogo em atraso entre dois concorrentes directos na luta pelos primeiros lugares (Sache e Biquinha), a Cafetaria encontra-se, ao cabo de 15 jornadas, em 7º lugar, empatada em pontos com o 6º (Cruzeiro Santana) e a apenas 4 pontos do 2º classificado (S. Sebastião).


12/01/09

Jornada 14

O jogo desta semana afigurava-se crucial para as aspirações da Cafetaria no campeonato, na medida em que era disputado com o penúltimo classificado, o BPI, e surgia na sequência de uma brilhante vitória da nossa equipa, na última jornada, no campo do líder Sache. O jogo começou com um ritmo lento, sem grandes oportunidades. As defesas mostravam-se acertadas, ao passo que o ataque produzia pouco. Assim se desenrolou a primeira metade até ao golo da Cafetaria. Este foi da autoria de Pedro que, de forma oportuna, fez a recarga para o interior da baliza, na sequência de um cruzamento-remate. O BPI respondeu ao 1-0 e criou algum perigo, anulado, no entanto, pela defesa da Cafetaria. Até ao final da primeira parte registaram-se apenas alguns remates, de parte a parte, que não fizeram grande mossa. Ao intervalo o jogo estava como o tempo: frio. Nesta altura o resultado era curto para a Cafetaria, visto que se o adversário empatasse, o jogo poderia tornar-se muito complicado. Assim, impunha-se uma reentrada em campo dinâmica e forte, na busca de golos que nos dessem tranquilidade. No início da segunda parte, a equipa ainda iludiu o público, pois trocou a bola com calma e manteve o BPI em sentido, no que parecia ser um sinal de que o jogo seria finalmente dominado pelas nossas cores. Puro engano. Depois de algumas investidas perigosas da Cafetaria, a equipa diminuiu o ritmo e o BPI aproveitou-se disso para criar as primeiras ocasiões claras de golo. O adversário subiu no terreno e começou a surgir em zonas muito complicadas para a Cafetaria, dispondo de várias hipóteses para marcar. Destaque nesta altura para Nelo que com boas defesas adiou o golo do empate. Em sentido contrário, a nossa equipa não conseguia ter posse de bola de qualidade, nem velocidade e improvisação. Desta forma, raramente conseguiu criar desequilíbrios e os lances de ataque acabaram quase sempre por sair pela linha de fundo. À medida que o tempo avançava, intensificava-se a pressão da equipa adversária, que na busca do empate acabou por recorrer ao 5º jogador de campo. Esta estratégia revelou-se acertada, pois, passado pouco tempo, conduziu ao desnorte das nossas marcações defensivas e proporcionou o anunciado golo do empate. Este golo foi muito consentido, já que foi marcado por um jogador adversário que apareceu completamente sozinho na lateral do campo, tendo apenas que chutar para o fundo das redes, face ao nosso guarda-redes. Até final não houve capacidade de nenhuma das equipas desfazer o empate, apesar de ambas recorrerem ao 5º jogador (no nosso caso Nelo subia no terreno e ajudava no ataque). O apito final confirmou o 1-1, um mau resultado para a Cafetaria que consecutivamente deixa fugir oportunidades para se colar aos lugares cimeiros, ainda por cima numa jornada em que grande parte dos seus adversários directos perdeu pontos.


05/01/09

Jornada 13

1º Jogo após paragem do Campeonato
A Cafetaria, que desde a paragem do Campeonato apenas efectuou um treino, sabia que só sendo uma equipa muito coesa e personalizada conseguiria um bom resultado nesta deslocação a Sache.
Início do jogo com algum desnorte defensivo da Cafetaria, mas que rapidamente foi corrigido, começando a defender com segurança e muito concentrada, partindo depois para rápidos contra ataques, conseguindo criar oportunidades de golo que deixavam a Sache completamente atónita, até porque ainda antes do inicio do jogo comentavam que só tínhamos treinado uma vez, que iam dar 6. O golo acabou por surgir com naturalidade depois de uma bela triangulação entre Fonseca, Carlitos e Pedro, com este último a devolver a Fonseca para inaugurar assim o marcador. A Sache continuava a fazer muita circulação de bola mas sempre sem criar real perigo, com a equipa visitante a controlar o jogo, acabando mesmo por dilatar a vantagem por intermédio de Pedro, após uma boa assistência de Carlitos. Após o segundo golo, a cafetaria empolgou-se e começou a conceder mais espaços na sua retaguarda, situação que a Sache foi aproveitando para criar algumas situações, acabando mesmo por conseguir o golo no último minuto do período de compensação, atingindo-se assim o intervalo com a equipa da casa a perder pela margem mínima.
A 2ª parte começou com a Sache a pressionar alto, em busca do prejuízo (afinal de contas jogava em casa e é líder destacado). Os da casa, com uma circulação de bola rápida tudo tentavam para abrir a nossa defesa, mas esta continuava coesa e anulava as investidas do opositor, até que a Cafetaria na marcação de um canto perde a bola e a Sache sai rápido para o contra-ataque igualando assim o marcador. A cafetaria não se deixou abater, continuou a fazer o seu jogo e numa bela jogada individual de Pedro consegue novamente adiantar-se no marcador. Assistia-se a um jogo de parada e resposta, com oportunidades repartidas, realçando os vários contra ataques venenosos da Cafetaria que poderiam ter matado o jogo. Nos últimos dois minutos acabámos o jogo pressionados, muito pelo desgaste que se fazia sentir nos jogadores, mas conservámos a vantagem e conquistámos os 3 pontos. Fizemos um jogo muito seguro, mostrámos muita vontade e união, o que nos faz acreditar que estamos no bom caminho. De realçar, que nos 44 minutos de jogo apenas cometemos 1 falta.
Para terminar, não podíamos deixar de desejar a rápida recuperação ao nosso colega Luís.

23/12/08

FELIZ NATAL

O G. D. Cafetaria do Ouro, deseja a todos os seus atletas, dirigentes, equipa técnica, massagista, não esqueçendo os seus fieis seguidores, um BOM NATAL E PROSPERO ANO NOVO.

15/12/08

Jornada 12

Na jornada que antecedeu a paragem de Inverno, a Cafetaria recebeu e empatou com a Biquinha. Começámos o jogo da mesma forma que o da semana passada, ou seja, a perder. Numa das primeiras jogada do encontro, a bola ressaltou na nossa defesa e ficou à mercê de um jogador adversário que a rematou de primeira para a baliza, abrindo o marcador. Partimos depois para o ataque e embora tenhamos criado algumas oportunidades não as conseguimos concretizar. A Biquinha defendia com os 4 homens atrás da linha do meio campo e tentava depois sair em contra ataques rápidos. O facto é que, perante a nossa ineficácia, o adversário conseguiu dilatar a vantagem. Numa jogada individual, um jogador contrário passou por Toni e Nelo e atirou para a baliza deserta. Até ao intervalo o resultado não sofreu alterações, apesar dos nossos esforços que esbarraram sempre na defensiva adversária. O intervalo, como tem sido hábito nos jogos da Cafetaria, foi benéfico para a equipa, que surgiu ainda mais pressionante e ofensiva. Assim, as jogadas de perigo apareceram em quantidade, contudo o golo tardava em aparecer. A Biquinha nesta altura limitava-se a defender, deixando o ataque entregue apenas a um jogador que era invariavelmente anulado. O primeiro golo da Cafetaria surgiu por intermédio de Carlitos, num remate rasteiro à entrada da área. De seguida, Carlitos bisou no jogo, ao desviar um cruzamento-remate de Pedro, repondo a igualdade. Embalados pela reviravolta no marcador, tivemos hipótese de chegar ao 3-2, mas não concretizámos. Em sentido contrário, o adversário, numa das únicas vezes em que atacou a nossa baliza na segunda parte e na sequência de um pontapé decanto, conseguiu pôr-se de novo em vantagem. A bola cruzou toda a nossa defesa, sem que ninguém a interceptasse, e, ao segundo poste, um opositor apenas teve que a empurrar para o fundo das redes. Apesar da injustiça do golo e do choque que constituiu, a Cafetaria repôs-se e num ímpeto final alcançou o empate. Nelo adiantou-se no terreno, fintou um adversário e enviou um bico para a baliza, fazendo o 3-3. Final do jogo e resultado injusto que premeia a defesa adversária e penaliza a nossa ineficácia, situação que tem sido recorrente nos últimos jogos. A 12ª jornada foi fatídica para as nossas cores, já que fomos ultrapassados por 3 equipas e encontramo-nos agora num fraco 10º lugar. No entanto, estamos a apenas 5 pontos do 2º lugar, por isso tudo ainda é possível. O campeonato pára agora 3 semanas, sendo retomado em 2009. Esperemos que seja um ano repleto de alegrias para a Cafetaria.



10/12/08

Jornada 11

No domingo passado, a Cafetaria defrontou o Cruzeiro Santana no pavilhão do Freixieiro, o mítico “Choradinho”. Infelizmente, a deslocação a uma terra que é conhecida a nível nacional pelo futsal, não foi positiva para a nossa equipa, pois saímos de lá derrotados. No entanto, a derrota é o único aspecto a lamentar, visto que a Cafetaria, à semelhança do que tinha acontecido na semana anterior, mostrou-se uma equipa personalizada, dominadora e, acima de tudo, com muita atitude.
O jogo começou, praticamente, com o golo do Cruzeiro Santana. A nossa defesa foi apanhada desprevenida e o pivô adversário, isolado perante Nelo, inaugurou o marcador. A partir daqui, o Cruzeiro Santana adoptou uma estratégia de contenção defensiva e de contra-ataque. A Cafetaria, em desvantagem, assumiu as despesas do jogo e acercou-se da baliza adversária, criando algum perigo. O adversário respondia sempre em contra-ataque, normalmente conduzido por apenas dois jogadores, denotando muita preocupação defensiva. Desta maneira, na primeira parte, assistiu-se a um jogo muito táctico, com poucas oportunidades para ambas as equipas. Ainda assim, há a destacar uma jogada de Fabinho, que isolado atirou por cima da baliza, um remate de Pedro, na sequência de um lançamento lateral, desviado pelo guarda-redes adversário para o poste, um pontapé de fora da área do opositor, correspondido por uma boa defesa de Nelo, e um punhado de remates ao lado de ambas as equipas. O intervalo chegou com o Cruzeiro Santana na frente, devido ao acerto defensivo.
Na segunda parte a Cafetaria entrou determinada a mudar o rumo dos acontecimentos. Praticando um futsal rápido e objectivo, não tardou a pôr em sentido a baliza à guarda do adversário. Contudo, o guarda-redes do Cruzeiro Santana decidiu dar um espectáculo de bem defender: por diversas vezes rematámos à baliza e pelas mesmas vezes o golo foi-nos por ele negado. A nossa pressão chegou a ser sufocante, com oportunidades em cima de oportunidades, mas a sorte não esteve do nosso lado, não protegeu os audazes, aqueles que mais arriscaram. À medida que o tempo avançava a ânsia de chegar ao golo era cada vez maior, por isso, havia o risco de desguarnecer a defesa e sofrer um golo em contra-golpe. Aliás, nesta altura, a equipa adversária limitava-se a defender com todos os jogadores na sua metade do campo e a partir depois para contra-ataques, normalmente bem resolvidos pela Cafetaria. Infelizmente, porém, depois de massacrarmos a baliza do Cruzeiro, de procurarmos de todas as formas e feitios chegar ao golo, sem o conseguir, sofremos o 2-0, depois de uma perda de bola no meio campo. E até no golo tivemos azar, pois o jogador da outra equipa chutou a bola contra o corpo de Nelo, ressaltando, batendo no chão e ganhando um efeito caprichoso em direcção ao interior da nossa baliza. A pouco tempo do final do encontro, a Cafetaria continuou a procurar o golo, a jogar e a construir enquanto o adversário limitava-se a observar e a destruir, sendo o seu guarda-redes a figura principal. O jogo terminou, por fim, com dúvidas em relação ao tempo e uma derrota inglória e injusta para a Cafetaria. No entanto, não foi pelo tempo que perdemos. Perdemos porque não concretizámos as oportunidades que criámos, não conseguimos superar a inspiração do guarda-redes (Galochas é um nome que não iremos esquecer tão cedo) e da defesa adversária e porque concedemos dois golos em que os avançados contrários apareceram isolados em frente ao nosso guarda-redes. Embora a atitude da equipa tenha sido inexcedível, há, como sempre, aspectos a melhorar. A 4 jornadas do termo da 1ª volta, encontramo-nos em 7º lugar, com 16 pontos.

02/12/08

Jornada 10

A deslocação à Senhora da Hora foi proveitosa para a Cafetaria, na medida em que saiu de lá com uma vitória folgada e uma boa exibição. O jogo começou rapidamente, quase sem que tivéssemos tempo para aquecer. No entanto, a nossa entrada em campo foi tudo menos fria, já que, passado pouco tempo de jogo, inaugurámos o marcador através de Carlitos, numa iniciativa individual em que desceu à linha e fez um cruzamento-remate que o guarda-redes adversário não conseguiu suster. Os primeiros minutos da partida mostraram aquilo que viria a ser o resto do tempo: o Senhorense trocava a bola lateralmente, ganhava alguns metros de terreno, mas esbarrava sempre na nossa defesa e no nosso guarda-redes, sendo, por isso, ineficaz e pouco objectivo; pelo contrário, a nossa equipa, depois de dar lições de bem defender, partia sempre com perigo para o contra-ataque, criando muitas oportunidades de golo e concretizando algumas delas. A meio da primeira parte deu-se o momento da partida: durante um ataque do Senhorense, a bola foi ter aos pés de Nelo que, vendo o adiantamento do guarda-redes adversário, a rematou por cima dele, fazendo-lhe um chapéu extraordinário de uma baliza à outra. Este golo foi decisivo porque dilatou a vantagem e porque motivou a equipa para o que restava do jogo devido à forma como foi obtido. Até ao intervalo o Senhorense apenas criou real perigo através de um livre, enquanto a nossa equipa desperdiçou algumas oportunidades em contra-ataque, nomeadamente numa boa jogada de Fabinho que passou por vários adversários, mas não conseguiu concluir. Na segunda parte, mais do mesmo. O Senhorense adiantou-se na quadra, forçou no ataque, mas pouco conseguiu produzir. A Cafetaria aproveitou bem o espaço concedido nas costas da defensiva adversária e alcançou mais dois golos em transições ofensivas rápidas. Na primeira, Toni conduziu a bola durante alguns metros até o limite da área adversária, oferecendo no momento certo o golo a Fabinho. Na segunda, Luís recuperou uma bola na defesa e isolou Carlitos do lado direito do ataque que, igualmente à saída do guarda-redes, rematou certeiro para o fundo da baliza. Estava feito o resultado final, traduzido numa goleada. Os números poderiam ter sido ainda maiores não fosse o acerto do guarda-redes adversário, designadamente numa jogada em que Pedro e Fonseca fizeram dois remates consecutivos à queima-roupa, parados por duas boas defesas. Depois disto, o adversário recorreu à velha estratégia de cavar faltas, devidamente auxiliado pelos árbitros. Assim, conseguiu um injusto livre de 10m, mas não conseguiu reduzir, pois Nelo correspondeu com uma boa defesa, confirmando a noite inspirada. O jogo terminou quase imediatamente e o público da Cafetaria fez a festa, perante a estrondosa vitória no reduto do 3º classificado, recém-despromovido da Divisão de Honra. Palavra final para o espírito e para a união de um grupo que, depois de uma semana atribulada devido a questões internas e com apenas um treino nas pernas, deu uma grande resposta e mostrou que pode conseguir coisas bonitas neste campeonato.